sexta-feira, 18 de novembro de 2011 0 comentários

Ruas sem asfalto em Jaú

Alguns moradores de Jaú se incomodam com buracos na frente de suas casas por causa da terra que eles levam para dentro de suas casas. Para a aposentada Helena Guilhermo Cano, o problema é ainda mais grave.

Ela mora na Avenida Antônio Adib Chamas, que não é asfaltada. "Eu pago IPTU de morar em avenida, é mais caro, minha casa já estava aqui quando abriram a rua. Tínhamos uma chácara e ela foi vendida, é ruim pra gente morar numa avenida que não tem asfalto porque a terra acaba com a roupa da gente e com a casa".

Mas Helena não é a única a se queixar da falta de asfalto. A padeira Joaquina Ferraz de Almeida possui uma casa em um quarteirão no final da Avenida Lourenço Azevedo com a rua Governador Armando Sales, além de não possuir asfalto, a rua não tem nome. "Já pedimos várias vezes pelo asfalto e prometeram que assim que o Cila terminasse, eles iam asfaltar. Mas até agora nada", queixa-se a moradora.

Segundo a secretaria de Comunicação da Prefeitura, essas ruas, bem como outras enumeradas pelo blog que não possuem asfalto, devem entrar no cronograma de obras apenas no próximo ano.

O secretário Pedro Zafra, da Secretaria de Serviços Municipais, disse que já conhecia o problema. "Realmente as ruas citadas não possuem asfalto, sabemos do problema, mas elas vão fazer parte do cronograma no próximo ano. Apenas pedimos um pouco de paciência dos moradores".

Algumas das ruas sem asfalto:

  • Avenida Antonio Adib Chamas
  • Rua José Roberto Buscariollo
  • Rua Vitório Nascibem (trecho)
  • Rua Ricardo Grizzo
  • Rua Arlindo Junior da Silva Nunes
  • Rua Romeu Crozera (trecho)
  • Rua sem nome entre a Avenida Lourenço Azevedo com Governador Armando Sales
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Chuva faz Prefeitura de Jaú decretar estado de emergência


As chuvas que afetaram a região entre os dias 12 e 15 de novembro causaram calamidade e destruição. O Rio Jaú, que corta a cidade, transbordou e alagou vários pontos da cidade, como o Centro e o Jardim Sempre Verde. Dezenas de famílias ficaram desabrigadas.

Maria Augusta de Santos Barrena, 46, moradora do Centro da cidade, teve praticamente todos os móveis de dentro de casa afetados. “Quando eu vi, a água já estava dentro de tudo, e subindo, subindo. Aí, eu tive que escolher entre salvar as coisas ou me salvar”, conta. A moradora ainda explica que teve ajuda da Polícia Militar de Jaú.

De acordo com Valdir Baltazar, coordenador da Defesa Civil em Jaú, choveu em média 70 milímetros somente na “cabeceira do rio, sem contar o que choveu na cidade”.

O prefeito da cidade, Osvaldo Franceschi Junior, viajou a São Paulo na última quarta-feira, 16, em busca de recursos junto ao Governo do Estado para resolver o problema. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do gabinete, que não se manifestou sobre o assunto.
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Enchente: Defesa Civil mobiliza população em Jaú


Depois da maior enchente dos últimos 30 anos em Jaú, no dia 15 de novembro, a Defesa Civil conta com doações para auxiliar famílias que perderam tudo. O coordenador do órgão no município, Valdir Baltazar, está à frente do trabalho. De acordo com ele, pessoas podem levar as doações ao Ginásio Flávio de Mello ou entrar em contato com o Corpo de Bombeiros.

“Qualquer coisa pode ser doada, desde que esteja em bom estado. Por exemplo, camas, colchões, roupas, brinquedos, tudo. E principalmente alimentos não perecíveis e objetos de higiene, como sabonete, toalhas, shampoo, pasta e escova de dente. Se a pessoa tiver doações, a gente passa pegar, não tem problema. Quanto mais doação, melhor”, explica Baltazar.

Ao menos oito bairros e mil pessoas foram diretamente afetados pela chuva, deixando 15 famílias desabrigadas. O prefeito de Jaú, que foi a São Paulo em busca de ajuda do Governo do Estado, decretou estado de emergência. Em um primeiro momento, o executivo estadual irá enviar maquinário para obras que minimizem os problemas nas margens do Rio Jaú e evitem o processo de assoreamento. Este trabalho deverá deixar o leito um metro e meio mais fundo.

Além disso, o Governo do Estado deverá liberar verbas para que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) construa cerca de 20 casas para famílias que não têm onde se abrigar.



Viviane Sabino
quinta-feira, 17 de novembro de 2011 0 comentários

Cultura e artesanato no centro de Jaú


A mais tradicional praça do centro de Jaú, conhecida como Jardim de Baixo, todo sábado se torna palco para a apresentação de verdadeiros artistas. A Feira de Artesanato é promovida pela Sectaria de Cultura e Turismo do município e tem como objetivo reunir artesãos da cidade para a divulgação e venda de seus trabalhos, na Praça da República.

A feira teve início em 2009 com doze barracas, dando oportunidades para os novos artesãos de Jaú. Após ter aberto o edital de seleção, atualmente a feira conta com cerca de 50 novas barracas variadas, que vão de tricô a pintura em madeira. A parte de alimentação engloba açaí, salgados, doces caseiros, pães e chocolates artesanais, entre outros.

Alguns expositores têm o artesanato como fonte principal de renda. Outros complementam os ganhos da família na feira. Expositora há três anos, Dona Ceiça produz e vende guardanapos pintados e outros itens de utilidade para casa. Ela se orgulha do trabalho de artesã. “Sou dona de casa e mãe de quatro filhos. Sou apaixonada por artesanatos desde criança. Sempre gostei de realizar trabalhos manuais, mas nos últimos três anos venho me dedicando mais a esse hobbie”.

A Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú conta com uma barraca para que os interessados em cursos promovidos pela mesma possam fazer inscrição no local. Os cursos com vagas disponíveis são: pintura em tela, desenho artístico, artesanato em couro, teatro e diversas técnicas de artesanato.

O evento começa às 9h e tem uma vasta programação, com atrações infantis: Música na Praça (10h às 12h), Pula-Pula e cama elástica, Teatro de Fantoches, e apresentação da Capoeira Bantus. Os interessados podem participar entrando em contato com a secretaria de Cultura e Turismo, através do telefone 3602-4777.
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Motoristas não respeitam faixa de pedestre


Todo mundo sabe para que servem as faixas de pedestre, placas e sinais. Mas nas ruas, o que se vê é muito desrespeito. A busca por uma melhor qualidade de vida passa também pela humanização do trânsito.

Nos últimos anos, muitas pessoas têm sido vítimas de problemas no trânsito das cidades. Nessa luta desigual, o pedestre sempre sai perdendo e isso, conforme estudos, ocorre por dois motivos: desrespeito do motorista, que não pára antes da faixa de pedestre, ou falta de atenção do pedestre ao atravessar a rua.

“A gente tem de procurar respeitar o pedestre e deixar ele passar primeiro, porque é complicado”, ressalta um motorista que preferiu não se identificar. Nas imediações das Faculdades Integradas de Jaú, onde o trânsito é intenso, principalmente em horários de aula, o uso das faixas é de extrema importância. Existem vários bares e lanchonetes, mas faixas de pedestres são encontradas em apenas dois locais: as entradas da faculdade.

Segundo a estudante de direito da Fafija, Renata Contador, “a faixa de pedestres serve para dar a impressão de que os poderes públicos se interessam pela segurança dos pedestres, mas o fato é que só se interessam pelo bem estar e comodidade dos automobilistas. A distância entre uma e outra faixa é muito grande, obrigando os pedestres a cruzar fora dela”.

Mas esse cenário não ocorre em todo o país. Em Brasília, ficou demonstrado que esse item de civilidade, que no resto do Brasil ainda é praticamente ignorado, pode ser lembrado e posto em prática por todos os motoristas. Outro exemplo bem sucedido de respeito aos pedestres é a cidade de Florianópolis.
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Lei da Palmada causa polêmica

Motivo de polêmica no ano passado, a chamada Lei da Palmada deverá ser votada pela Câmara dos Deputados no começo de dezembro. O projeto do Executivo é defendido pelos Ministérios da Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Secretaria de Direitos Humanos.

O Projeto de Lei, criado pelo ex presidente Luís Inácio Lula da Silva, sugere a proibição de "castigo corporal" e "tratamento cruel e degradante" a menores de idade. No entanto, a população de Dois Córregos, no interior de São Paulo, está dividida.

A moradora do bairro João Viotto, dona de casa e mãe de três filhos, Joana de Azevedo Calvacante, é contra. "O castigo é necessário sim, e se for preciso, é bom dar umas boas palmadas, porque senão a criança não aprende".

Em contrapartida, a moradora do Jardim Arco Íris, também dona de casa e mãe de gêmeos, Aline Pereira de Alencar, é favorável. "Nunca bati em meus filhos, porque acho isso muito desnecessário. Elas podem aprender muito bem se ensinarmos direito, conversando. Não precisa bater para que ela aprenda. É só saber ensinar", afirma.

De acordo com o site da Câmara dos Deputados, a comissão que avalia o projeto de lei promoverá um debate no dia 22 deste mês para ouvir pessoas que foram vítimas de violência quando crianças. Como está sendo analisado em caráter conclusivo, caso não haja recurso na votação prevista para dezembro, o texto seguirá depois para o Senado.

Por: Viviane Sabino
sexta-feira, 11 de novembro de 2011 0 comentários

Crianças não conseguem brincar em parquinho

Todo parquinho tem balanços, gangorra, gira gira e escorregador. Se cair, não machuca, porque a areia amortece. Essa é a cena que deveria acontecer no parquinho da praça do salão e Igreja do Santo Antonio, em Jaú.

No entanto, o que se vê é o abandono total da praça. Segundo Lucí Cardoso, catequista da 1ª série daquela Igreja, "de vez em quando, a gente ia dar aula lá fora. A gente sentava nos bancos e às vezes a gente até deixava as crianças ir no parquinho, mas agora não dá mais."

As mães são outras que se preocupam. Segundo Maria Camila de Paula Conceição, seu filho já foi brincar, caiu e machucou o joelho. "Como tem muita grama, ela raspa na perna e corta. Coitado do meu filho, vim pegar ele e vi o joelho todo machucado. Na hora até fiquei brava, mas vi que não era culpa dele", exclama revoltada a mãe.

A reportagem procurou o padre da Igreja, Oswaldo Paulino, para saber quem é o responsável. Segundo ele, a Prefeitura Municipal cuidava da praça até ano passado, e desde então não voltou para lá. "O Prefeito até mandou já alguns funcionários para limpar a grama que cresce dos canteiros da avenida [Francisco Canhos], mas o parquinho que precisa de balanços novos e de uma limpeza para tirar o mato que está crescendo na areia, isso ninguém faz nada".

Entramos em contato por telefone com o Departamento de Comunicação da Prefeitura por telefone, que disse que o problema seria passado para o Prefeito Osvaldo Franceschi Júnior e depois para a secretaria de Planejamento e Obras. No entanto, não foi prevista data para que o problema seja resolvido.


 
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